24.12.06
Tudo de Bom em 2007
Música Chico Mendes
“Que seja tudo de bom
Dentro do seu coração
Neste final de ano
Que se aproxima
Que seja de festa
De muitos sorrisos
Abraços e beijos
E um aperto de mão
Que a família
Permaneça unida
Em volta da mesa
Da união
Que a sua casa
Ventile muito
E possa entrar
O aroma puro, do amor
Que possa atingir
O coração mais triste
No mais distante canto
Na face da terra
Que tudo se transforme
Em magia pura
Da música a bailar
Nas notas musicais
Que o céu azul
Possa refletir em raios
Dum sol brilhante
As batidas do compasso
Da música
Da vida
Do amor
Pra todos vós!”
Felicidades! Bom Final de Ano!
Moisés Diniz
Deputado da Floresta – Acre
“Que seja tudo de bom
Dentro do seu coração
Neste final de ano
Que se aproxima
Que seja de festa
De muitos sorrisos
Abraços e beijos
E um aperto de mão
Que a família
Permaneça unida
Em volta da mesa
Da união
Que a sua casa
Ventile muito
E possa entrar
O aroma puro, do amor
Que possa atingir
O coração mais triste
No mais distante canto
Na face da terra
Que tudo se transforme
Em magia pura
Da música a bailar
Nas notas musicais
Que o céu azul
Possa refletir em raios
Dum sol brilhante
As batidas do compasso
Da música
Da vida
Do amor
Pra todos vós!”
Felicidades! Bom Final de Ano!
Moisés Diniz
Deputado da Floresta – Acre
13.11.06
GEOGLIFOS
Meu caro Altino Machado,
Há algum tempo, o Dr. Alceu Ranzi me sugeriu que levantássemos o debate sobre os GEOGLIFOS na Assembléia Legislativa. Naquela época eu tinha levantado muitos temas polêmicos (fuso horário - redução de ar condicionado nas repartições públicas, para instalá-los em hospitais e escolas – indenização para vítimas de estupro, devido a precária iluminação pública nas periferias, etc).
Por causa disso fiquei temeroso. Uma bobagem de minha parte. Agora, me dedicarei a esse tema, incluindo a realização da sessão especial na Assembléia Legislativa.
Acho bom a gente ir nominando as instituições e personalidades que participarão da sessão especial.
Além de você, Alceu Ranzi, Mário Lima, veja outras personalidades que devem participar. Você tem acompanhado o tema e até as pesquisas já realizadas.
Quanto às instituições acreanas deve haver amplitude. Do Patrimônio histórico ao movimento indígena, passando por IMAC, IBAMA, INCRA, UFAC e secretarias estaduais afins e correlatas.
Vamos nessa!
Dep. Moisés Diniz
Há algum tempo, o Dr. Alceu Ranzi me sugeriu que levantássemos o debate sobre os GEOGLIFOS na Assembléia Legislativa. Naquela época eu tinha levantado muitos temas polêmicos (fuso horário - redução de ar condicionado nas repartições públicas, para instalá-los em hospitais e escolas – indenização para vítimas de estupro, devido a precária iluminação pública nas periferias, etc).
Por causa disso fiquei temeroso. Uma bobagem de minha parte. Agora, me dedicarei a esse tema, incluindo a realização da sessão especial na Assembléia Legislativa.
Acho bom a gente ir nominando as instituições e personalidades que participarão da sessão especial.
Além de você, Alceu Ranzi, Mário Lima, veja outras personalidades que devem participar. Você tem acompanhado o tema e até as pesquisas já realizadas.
Quanto às instituições acreanas deve haver amplitude. Do Patrimônio histórico ao movimento indígena, passando por IMAC, IBAMA, INCRA, UFAC e secretarias estaduais afins e correlatas.
Vamos nessa!
Dep. Moisés Diniz
9.11.06
A FORCA E O VOTO
Moisés Diniz *
A sentença de morte aplicada ao ex-presidente do Iraque desmascara um movimento silencioso que já dura duas décadas. Ele poderia, também, ser intitulado “a força e o voto”. Mais que do adolescente, esse movimento abate vidas inocentes em todo o planeta.
De Gaza a Darfur, de Cabul a Bagdá, ele inocenta criminosos e sentencia à morte aqueles que o contestam. E, quando não mata, discrimina e rotula quem discorda. Os títulos mais suaves são ‘ditador’ e “populista’. Que o digam Chaves, Morales e, agora, Ortega. Fidel já convive com isso há cinqüenta anos.
Esse movimento nasceu das cinzas do muro de Berlim. A partir de sua queda, como símbolo do fim do socialismo, um país se tornou o dono do mundo. Estados Unidos da América é o seu nome.
Voltando aos charmosos títulos, se um governante estatizar uma empresa, ele é populista. Se enfrentar os poderosos de seu país, incluindo a mídia, ele é ditador. Se ele se agachar para as vontades de Washington, então, esse governante é democrático. Se for de esquerda, melhor ainda, faz parte da esquerda “inteligente”.
E quanto aos USA. O Papa não escreve e nem usa nenhuma Bula contra as suas vontades imperiais. A ONU não aprova nenhuma resolução. Israel pode construir a bomba atômica. O Irã não pode. Ditadores africanos não são importunados. Cuba e Venezuela são. Esse é o jogo!
O problema não está no que faz o país e seu governante. Reside na posição que ele adota em relação à Casa Branca. Assim, não foi Saddam Hussein que foi condenado à morte, mas a sua posição. Ali, não se julgou um crime, mas uma posição política.
Do contrário, a cada semana, um ditador deveria ser executado, tantos os crimes cometidos no planeta. Somoza, depois de passar duas décadas matando nicaraguenses, foi passar férias em Miami. Pinochet tem milhões de dólares em bancos norte-americanos.
Mas, como um vendaval silencioso, esse movimento de mão única está recebendo os seus açoites. De norte ao sul do planeta, a população está resistindo, muitas vezes, contra a vontade de seus líderes. Uma pesquisa internacional identificou que a população mundial considera Bush mais perigoso do que Ahmadnejad ou o líder da Coréia do Norte. Só ganhou de Bin Laden e, pasmem, apenas em Israel!
Dolorosamente, vamos descobrindo que as elites do planeta não têm outro caminho, a não ser a força e a forca. E o povo resiste com o voto. Mesmo açoitado pela fome, a violência e as gangues da mídia, ele consegue discernir.
Percebe que não há caminho além daquele que ele mesmo organiza. Vê, com sabedoria coletiva, que a sua condição de miséria não será resolvida pelo “santo mercado’. Que os tais de ajustes fiscais, tão cultuados pela mídia, é menos escola, hospital e moradia.
Descobre que quem suga as riquezas do planeta, como uma esponja criminosa, é apenas 5% da elite mundial. Como uma lagarta, consome o petróleo, as árvores, os rios e todas as fontes de vida. O restante faz de conta que come as sobras.
Por isso, o planeta geme por novos caminhos. Aspira a um novo e radical modelo de desenvolvimento, onde a matriz seja o homem e não o lucro. Ganha força a idéia de um socialismo verde, capaz de cuidar do homem e do planeta.
É assim que respira o coração do homem nesse início de milênio, onde genocidas como Bush não ditem mais as regras da vida. É o sonho do profeta Elias, de uma terra sem males, que começa a acordar nas madrugadas do mundo.
Então, saúdo a vitória de Ortega na castigada Nicarágua, a derrota parcial de Bush e a reeleição de Lula, com todas as suas contradições. De um jeito ou de outro, é chicote democrático no lombo do império.
Escritor e deputado estadual – PCdoB-AC
A FORCA E O VOTO
Moisés Diniz *
A sentença de morte aplicada ao ex-presidente do Iraque desmascara um movimento silencioso que já dura duas décadas. Ele poderia, também, ser intitulado “a força e o voto”. Mais que do adolescente, esse movimento abate vidas inocentes em todo o planeta.
De Gaza a Darfur, de Cabul a Bagdá, ele inocenta criminosos e sentencia à morte aqueles que o contestam. E, quando não mata, discrimina e rotula quem discorda. Os títulos mais suaves são ‘ditador’ e “populista’. Que o digam Chaves, Morales e, agora, Ortega. Fidel já convive com isso há cinqüenta anos.
Esse movimento nasceu das cinzas do muro de Berlim. A partir de sua queda, como símbolo do fim do socialismo, um país se tornou o dono do mundo. Estados Unidos da América é o seu nome.
Voltando aos charmosos títulos, se um governante estatizar uma empresa, ele é populista. Se enfrentar os poderosos de seu país, incluindo a mídia, ele é ditador. Se ele se agachar para as vontades de Washington, então, esse governante é democrático. Se for de esquerda, melhor ainda, faz parte da esquerda “inteligente”.
E quanto aos USA. O Papa não escreve e nem usa nenhuma Bula contra as suas vontades imperiais. A ONU não aprova nenhuma resolução. Israel pode construir a bomba atômica. O Irã não pode. Ditadores africanos não são importunados. Cuba e Venezuela são. Esse é o jogo!
O problema não está no que faz o país e seu governante. Reside na posição que ele adota em relação à Casa Branca. Assim, não foi Saddam Hussein que foi condenado à morte, mas a sua posição. Ali, não se julgou um crime, mas uma posição política.
Do contrário, a cada semana, um ditador deveria ser executado, tantos os crimes cometidos no planeta. Somoza, depois de passar duas décadas matando nicaraguenses, foi passar férias em Miami. Pinochet tem milhões de dólares em bancos norte-americanos.
Mas, como um vendaval silencioso, esse movimento de mão única está recebendo os seus açoites. De norte ao sul do planeta, a população está resistindo, muitas vezes, contra a vontade de seus líderes. Uma pesquisa internacional identificou que a população mundial considera Bush mais perigoso do que Ahmadnejad ou o líder da Coréia do Norte. Só ganhou de Bin Laden e, pasmem, apenas em Israel!
Dolorosamente, vamos descobrindo que as elites do planeta não têm outro caminho, a não ser a força e a forca. E o povo resiste com o voto. Mesmo açoitado pela fome, a violência e as gangues da mídia, ele consegue discernir.
Percebe que não há caminho além daquele que ele mesmo organiza. Vê, com sabedoria coletiva, que a sua condição de miséria não será resolvida pelo “santo mercado’. Que os tais de ajustes fiscais, tão cultuados pela mídia, é menos escola, hospital e moradia.
Descobre que quem suga as riquezas do planeta, como uma esponja criminosa, é apenas 5% da elite mundial. Como uma lagarta, consome o petróleo, as árvores, os rios e todas as fontes de vida. O restante faz de conta que come as sobras.
Por isso, o planeta geme por novos caminhos. Aspira a um novo e radical modelo de desenvolvimento, onde a matriz seja o homem e não o lucro. Ganha força a idéia de um socialismo verde, capaz de cuidar do homem e do planeta.
É assim que respira o coração do homem nesse início de milênio, onde genocidas como Bush não ditem mais as regras da vida. É o sonho do profeta Elias, de uma terra sem males, que começa a acordar nas madrugadas do mundo.
Então, saúdo a vitória de Ortega na castigada Nicarágua, a derrota parcial de Bush e a reeleição de Lula, com todas as suas contradições. De um jeito ou de outro, é chicote democrático no lombo do império.
Escritor e deputado estadual – PCdoB-AC
4.11.06
FUSO HORÁRIO
O problema do Fuso Horário vai aumentar em 50% nos próximos três meses. É que o ACRE ficará atrasado TRÊS horas em relação à Brasília. Vão aumentar os constrangimentos nos bancos e nos vôos para fora do Acre.
Mais grave: as nossas crianças e adolescentes vão sofrer o massacre da pornografia e da violência na TV. Programas que passarão meia noite no sul-sudeste, onde as imagens são geradas, aqui no Acre assistiremos às 9 horas da noite.
Aqueles que têm duas ou três TVs em casa dirão: “basta desligar a TV!”. Dizem isso porque não conhecem a realidade dos pobres, com apenas uma TV na sala e uma família desagregada, com infinitos problemas familiares. Acesse esse tema no Blog do ALTINO.
2.11.06
QUANDO O “LIXO” SENTE DOR
Moisés Diniz *
O jornal O Estado fez uma enquete sobre a situação dos presos em RDD (Regime de Detenção Diferenciada). A esmagadora maioria opinou contra os detentos. RDD é uma prerrogativa do sistema carcerário em disponibilizar condições diferenciadas para o mesmo crime ou mesma condenação. O comportamento do preso é o gradiente de dominância para a sua inclusão no Regime de Detenção Diferenciada.
Nenhum era mãe ou mulher de detento! Quem está aqui fora considera aqueles que estão nos presídios o lixo da sociedade. Ninguém procura saber quem são eles, seu nível econômico, escolaridade, cor da pele, enfim, em que lugar da pirâmide eles habitavam até serem presos. Nós decidimos fazer uma busca sobre os detentos do Brasil, com os olhos no Acre. O resultado é constrangedor!
De todos os detentos do Brasil que estão em RDD, apenas 21% são crimes de homicídios. Não há nenhum colarinho branco em RDD e, pasmem, 76% dos detentos brasileiros que estão em RDD cometeram crime de roubo. Enquanto apenas 18% dos crimes de roubo aguardam julgamento, 32% dos crimes de homicídio estão na sala de espera.
No Brasil, 28% da população carcerária estão em situação provisória, no Acre essa taxa é de 55%. Em Minas Gerais, a população carcerária em situação provisória é de apenas 9% e tem apenas 5.000 presos para uma população de 17 milhões de habitantes. Enquanto a média nacional de presos no semi-aberto é de 13%, no Acre é de 11%. Em Brasília, o semi-aberto chega a 53%.
Só esses números garantem uma semana de seminários e simpósios. Os magistrados dirão que lhes faltam condições para julgar e acelerar a justiça. O poder executivo dirá que está no limite do orçamento. A sociedade afirmará que já não agüenta tanto imposto, que faz a sua parte.
Mas, o que ninguém diz é que estamos pagando caro por milhares de presos em situação provisória. Assim, gastamos milhões de reais e ainda produzimos injustiça. O preso provisório tem direito a um julgamento. Injustiça e dinheiro jogado fora, uma equação mortal e gérmen de novos crimes, contra o cidadão e contra a economia pública. Encerram-se os simpósios e os números continuam.
Enquanto a punição média para os crimes de roubo é de 100 meses, para os crimes contra o patrimônio público (colarinho branco) a punição média é de 32 meses e apenas 0.7% dos presos brasileiros estão nessa categoria. Como se pode ver, através de dados estatísticos, as prisões brasileiras são depósitos de pobres. Os ricos, incluindo os do setor público, não vão além das portas dos tribunais.
Dos 240.000 presos do Brasil, 76% têm entre 18 e 34 anos, 75% têm o primeiro grau incompleto e 66% têm filhos, portanto, tem problema social lá fora com as suas famílias empobrecidas e marginalizadas. É o presídio ‘aperfeiçoando’ os que estão dentro e, lá fora, os filhos à disposição da pré-escola do crime.
Sobre a taxa de reincidência, ela é maior na idade adulta (49%), entre 25 e 34 anos. Isso significa dizer que a juventude não costuma ir duas vezes para o presídio. A reincidência de crimes de homicídio é de apenas 12%, enquanto a reincidência dos crimes de roubo e furto é de 85%. E ainda tem gente que acredita na delinqüência humana como produto genético. O problema é de fome!
São números que nos assustam e jogam água na máscara mal feita do código penal brasileiro. Estão, desesperadamente, prendendo aqueles que atacam a propriedade e ‘aliviando’ aqueles que tiram a vida. Os números não mentem e demonstram que essa política é um equívoco mortal. A reincidência dos crimes de roubo e furto é de 85%, enquanto os crimes de homicídio são de apenas 12%. Mas, apesar de tudo, são números que alentam.
Pois, à raça humana não cabem as palavras de Jeremias: “os pais comeram uva verde e os filhos ficaram com os dentes embotados". O homem nasce limpo. As condições em que a sociedade se organiza e divide os seus bens é que o corrompem ou o mantêm original. O homem não é um eterno Caim. O crime não é a sua eterna aposta.
12% contra a vida e 85% contra o patrimônio. Números que nos dispensam de ir atrás de explicações filosóficas e de velhas teorias. Basta dividir a riqueza ou, pelo menos, evitar a sua voraz concentração.
Moisés Diniz é escritor e deputado estadual – PCdoB/AC
Nenhum era mãe ou mulher de detento! Quem está aqui fora considera aqueles que estão nos presídios o lixo da sociedade. Ninguém procura saber quem são eles, seu nível econômico, escolaridade, cor da pele, enfim, em que lugar da pirâmide eles habitavam até serem presos. Nós decidimos fazer uma busca sobre os detentos do Brasil, com os olhos no Acre. O resultado é constrangedor!
De todos os detentos do Brasil que estão em RDD, apenas 21% são crimes de homicídios. Não há nenhum colarinho branco em RDD e, pasmem, 76% dos detentos brasileiros que estão em RDD cometeram crime de roubo. Enquanto apenas 18% dos crimes de roubo aguardam julgamento, 32% dos crimes de homicídio estão na sala de espera.
No Brasil, 28% da população carcerária estão em situação provisória, no Acre essa taxa é de 55%. Em Minas Gerais, a população carcerária em situação provisória é de apenas 9% e tem apenas 5.000 presos para uma população de 17 milhões de habitantes. Enquanto a média nacional de presos no semi-aberto é de 13%, no Acre é de 11%. Em Brasília, o semi-aberto chega a 53%.
Só esses números garantem uma semana de seminários e simpósios. Os magistrados dirão que lhes faltam condições para julgar e acelerar a justiça. O poder executivo dirá que está no limite do orçamento. A sociedade afirmará que já não agüenta tanto imposto, que faz a sua parte.
Mas, o que ninguém diz é que estamos pagando caro por milhares de presos em situação provisória. Assim, gastamos milhões de reais e ainda produzimos injustiça. O preso provisório tem direito a um julgamento. Injustiça e dinheiro jogado fora, uma equação mortal e gérmen de novos crimes, contra o cidadão e contra a economia pública. Encerram-se os simpósios e os números continuam.
Enquanto a punição média para os crimes de roubo é de 100 meses, para os crimes contra o patrimônio público (colarinho branco) a punição média é de 32 meses e apenas 0.7% dos presos brasileiros estão nessa categoria. Como se pode ver, através de dados estatísticos, as prisões brasileiras são depósitos de pobres. Os ricos, incluindo os do setor público, não vão além das portas dos tribunais.
Dos 240.000 presos do Brasil, 76% têm entre 18 e 34 anos, 75% têm o primeiro grau incompleto e 66% têm filhos, portanto, tem problema social lá fora com as suas famílias empobrecidas e marginalizadas. É o presídio ‘aperfeiçoando’ os que estão dentro e, lá fora, os filhos à disposição da pré-escola do crime.
Sobre a taxa de reincidência, ela é maior na idade adulta (49%), entre 25 e 34 anos. Isso significa dizer que a juventude não costuma ir duas vezes para o presídio. A reincidência de crimes de homicídio é de apenas 12%, enquanto a reincidência dos crimes de roubo e furto é de 85%. E ainda tem gente que acredita na delinqüência humana como produto genético. O problema é de fome!
São números que nos assustam e jogam água na máscara mal feita do código penal brasileiro. Estão, desesperadamente, prendendo aqueles que atacam a propriedade e ‘aliviando’ aqueles que tiram a vida. Os números não mentem e demonstram que essa política é um equívoco mortal. A reincidência dos crimes de roubo e furto é de 85%, enquanto os crimes de homicídio são de apenas 12%. Mas, apesar de tudo, são números que alentam.
Pois, à raça humana não cabem as palavras de Jeremias: “os pais comeram uva verde e os filhos ficaram com os dentes embotados". O homem nasce limpo. As condições em que a sociedade se organiza e divide os seus bens é que o corrompem ou o mantêm original. O homem não é um eterno Caim. O crime não é a sua eterna aposta.
12% contra a vida e 85% contra o patrimônio. Números que nos dispensam de ir atrás de explicações filosóficas e de velhas teorias. Basta dividir a riqueza ou, pelo menos, evitar a sua voraz concentração.
Moisés Diniz é escritor e deputado estadual – PCdoB/AC
1.11.06
Simplicidade Voluntária
As pessoas que escolhem esse caminho tendem a:
. investir o tempo e a energia extra de que dispõem;
• baixar seu nível de consumo pessoal;
• mudar seus padrões de consumo;
• mudar sua alimentação;
• reduzir a quantidade de objetos e a complexidade na vida pessoal;
• ter uma visão política do consumo, boicotando produtos e serviços oferecidos por empresas cujas ações e orientação consideram não éticas;
• reciclar metais, vidros e papel, além de reduzir o consumo de itens que desperdicem recursos não-renováveis;
• adotar novas formas de transporte, preferindo os transportes coletivos, o rodízio entre vizinhos, automóveis consumindo menos ou morando mais perto do trabalho;
• desenvolver habilidades pessoais que contribuam para uma maior confiança em si mesmas e reduzam a sua dependência;
• preferir viver numa escala menor, mais humana, e trabalhar em ambientes que promovam o sentido de comunidade, através do trabalho em equipe transdisciplinar;
• modificar papéis masculinos-femininos em favor de padrões de relacionamento baseados na igualdade dos sexos;
• apreciar a simplicidade das formas não-verbais de comunicação;
• demonstrar um interesse compassivo pela pobreza no mundo todo;
• sentir uma ligação íntima com a terra e um interesse reverente pela natureza;
• envolver-se em causas humanitárias, tais como proteção das florestas tropicais e animais em extinção;
• adotar práticas da abordagem holística transdisciplinar na educação, através de uma pedagogia iniciática (educar para conhecer, fazer, conviver e ser);
. adotar práticas da abordagem holística transdisciplinar no cuidado com a saúde (medicina preventiva e o poder de cura do corpo);
• buscar um modo de vida que contribua diretamente para o seu bem-estar e o bem-estar geral, usando mais amplamente sua capacidade criativa, cuidando da sua saúde psíquica através do autoconhecimento;
• empenhar-se no desenvolvimento de um espectro mais amplo de seus potenciais: físico, emocional, mental e espiritual;
• restabelecer a sua dimensão espiritual e seus valores universais. O homem moderno separou-se de sua dimensão mais profunda pela qual sua vida adquire sentido e plenitude.
Fonte: Duane Elgin in: Simplicidade voluntária. São Paulo: Cultrix, 1993
. investir o tempo e a energia extra de que dispõem;
• baixar seu nível de consumo pessoal;
• mudar seus padrões de consumo;
• mudar sua alimentação;
• reduzir a quantidade de objetos e a complexidade na vida pessoal;
• ter uma visão política do consumo, boicotando produtos e serviços oferecidos por empresas cujas ações e orientação consideram não éticas;
• reciclar metais, vidros e papel, além de reduzir o consumo de itens que desperdicem recursos não-renováveis;
• adotar novas formas de transporte, preferindo os transportes coletivos, o rodízio entre vizinhos, automóveis consumindo menos ou morando mais perto do trabalho;
• desenvolver habilidades pessoais que contribuam para uma maior confiança em si mesmas e reduzam a sua dependência;
• preferir viver numa escala menor, mais humana, e trabalhar em ambientes que promovam o sentido de comunidade, através do trabalho em equipe transdisciplinar;
• modificar papéis masculinos-femininos em favor de padrões de relacionamento baseados na igualdade dos sexos;
• apreciar a simplicidade das formas não-verbais de comunicação;
• demonstrar um interesse compassivo pela pobreza no mundo todo;
• sentir uma ligação íntima com a terra e um interesse reverente pela natureza;
• envolver-se em causas humanitárias, tais como proteção das florestas tropicais e animais em extinção;
• adotar práticas da abordagem holística transdisciplinar na educação, através de uma pedagogia iniciática (educar para conhecer, fazer, conviver e ser);
. adotar práticas da abordagem holística transdisciplinar no cuidado com a saúde (medicina preventiva e o poder de cura do corpo);
• buscar um modo de vida que contribua diretamente para o seu bem-estar e o bem-estar geral, usando mais amplamente sua capacidade criativa, cuidando da sua saúde psíquica através do autoconhecimento;
• empenhar-se no desenvolvimento de um espectro mais amplo de seus potenciais: físico, emocional, mental e espiritual;
• restabelecer a sua dimensão espiritual e seus valores universais. O homem moderno separou-se de sua dimensão mais profunda pela qual sua vida adquire sentido e plenitude.
Fonte: Duane Elgin in: Simplicidade voluntária. São Paulo: Cultrix, 1993